UM VALIOSO INSTRUMENTO PARA ENFRENTAR OS PROBLEMAS DA VIDA

 Pouco a pouco, imperceptivelmente, vossos esforços diários abrirão um novo canal ao longo das sinuosas convoluções de vosso cérebro, o que vos facilitará a aproximação da esfera sob a influência do Super-Eu.

Mostrar-vos-ei agora a maneira como vossos trabalhos durante os períodos diários de quietude mental hão de ser feitos para depois exercerem uma influência sobre o resto de vosso dia; como porão em vossas mãos um instrumento suficiente para atacardes os problemas ou defender-vos da ameaça dos infortúnios, e como poderão vir em vosso auxílio a qualquer hora para fortalecer-vos contra as tentações e provas.

Começai por contemplar o Super-Eu como uma inteligência sempre presente, com a qual podeis comungar, à qual podeis confiar vosso perturbado coração em busca de paz, e sob cuja égide permanecereis amplamente protegidos. Qualquer que seja vosso problema, não limiteis vossos esforços a uma simples solução intelectual. Não dependais tão só da fria razão. Encarai vossas dificuldades à branca luz do Super-Eu e ali achareis a acertada orientação que finalmente vo-lo solucionará.

Eis a regra: toda vez que vos sentirdes aborrecidos, atormentados, tolhidos, experimentados ou tentados, praticai primeiro um exercício leve de respiração durante uns dois ou três minutos, e depois formulai-vos uma das perguntas seguintes, conforme o caso:

A quem aborrece isto?

A quem atormenta isto?

A quem tolhe isto?

A quem experimenta isto?

A quem tenta isto?

Depois de vos haverdes formulado a adequada pergunta silenciosa, pausai, aquietai vossos pensamentos tanto quanto puderdes, e repeti o processo de escuta com que operais na quietude mental.


Esta prática coloca vossa consciência em contato com o Super-Eu, cuja proteção então a envolve. Isolar-se instantaneamente nesta busca do Eu espiritual, quando subitamente se defronte com um mau acontecimento, é neutralizar-lhe o poder de perturbar a mente. Então, qualquer que seja a ação que se lhe siga, será sábia e correta, por estar inspirada pelo Super-Eu.

No Super-Eu não há lugar para discórdias. Voltando-nos internamente para este Super-Eu automaticamente nos recusamos a aceitar as sugestões de experiências discordantes. Ao surgir uma contrariedade, o homem deve recusar-se a aceitar as sugestões do desespero ou dúvida que lhe assaltam a mente: em lugar disto, deve acalmar sua respiração, mudar imediatamente o pensamento e inquirir: A quem atingiu esta contrariedade?

Se pudermos rejeitar, e rejeitar persistentemente, cada pensamento desagradável, infeliz e espiritualmente inverídico que nos assalte, seremos sem dúvida mortais muito felizes. Estas coisas são perfeitamente exequíveis, porém raramente o são pelos esforços comuns de autodomínio; só um método como o que aqui se oferece poderá lograr tão admirável tarefa, pois então a vitória será finalmente ganha, não por nossos próprios esforços, mas pelo poder superior do Super-Eu que invocamos.

Pessoas desagradáveis, circunstâncias irritadiças e decepções inesperadas: o inegável efeito de tudo isso pode ser anulado mediante nosso decidido esforço para alcançar o divino centro de nosso ser. Cabe ao estudante cultivar o hábito de recorrer imediatamente ao Eu interno, quando em conflito com as circunstâncias que o envolvam.

Se o fizer fielmente, dele se apossará uma maravilhosa sensação de paz e segurança, e sua mente passará sem fricções através da ocorrência.

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