A CIÊNCIA DO SUPER-EU

 Os primeiros grandes Sábios, observando o movimento dos pensamentos de sua própria mente, descobriram que "algo" estava em ação quando o pensamento cessava. Esse "algo" era a primeira insinuação da alma de cuja descoberta nasceu a ciência que os antigos começaram a ensinar aos homens, como um meio de conhecerem a verdade sobre si mesmos.

Tal ciência foi transmitida por métodos diversos em quase todas as civilizações pré-cristãs, na Suméria, Egito, Babilônia, Caldéia, China, Pérsia, Índia, México; entre os índios da América do Norte, maias da América Central e os desventurados astecas, assim como entre os judeus da Fraternidade Essênia e os gnósticos das cidades mediterrâneas.

Contemplando as majestosas ruínas da Grécia antiga, veem-se de pé as imponentes fachadas esburacadas e colunas esfaceladas pelo tempo, os restos do famoso templo em que outrora foram celebrados com grande cerimônia sob a égide de Atenas os célebres mistérios de Elêusis. 


Poucos são, todavia, aqueles que hoje entendem o que se passava exatamente atrás das paredes do santuário. A iniciação nesses Mistérios era considerada pelos antigos assunto de grande importância, enquanto o homem moderno mal lhe conhece o mero significado da palavra. 

Homens como Alexandre da Macedônia e Júlio César não vacilaram em submeter-se a essa experiência sublime e inesquecível, saindo dela fortalecidos, prestes a desempenhar com absoluta consciência o papel que lhes fora designado pelo Destino a cumprir, tal era a grandeza da revelação recebida a portas fechadas e vigiadas.

Ao terminar as solenidades dos Grandes Mistérios, as últimas palavras ouvidas pelo iniciado eram: Vai em paz! Descrevendo suas experiências, os próprios iniciados diziam que a partir desse momento seguiram seu caminho da vida com alma serena e mente tranquila. 

A iniciação nada mais era realmente do que entrar na percepção daquilo que o candidato era de fato. Completava sua formação de homem e quem quer que não a houvesse experimentado era em verdade apenas meio homem.

A chave do segredo dessa antiga instituição dos Mistérios nos foi dada por Plutarco quando escreveu: "Os iniciados, no momento da iniciação nos Grandes Mistérios, sentem as mesmas impressões da alma na hora da morte".

Os eruditos não conseguiram chegar a uma conclusão definitiva quanto à finalidade exata da Grande Pirâmide, essa gigantesca estrutura de pedras cujo interior reflete a quietude eterna  dos desertos calcinantes do Egito. Os candidatos à experiência mística, chamada iniciação, vinham ali submeter-se à experiência que os capacitava a obter libertação temporária das limitações do corpo e pôr-se em contato com o Eu no homem, entre outras coisas.

A experiência era realizada por intervenção externa, por meio do poderoso auxílio dos sumo sacerdotes de então.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O QUE É O CAMINHO LONGO - Paul Brunton

O ESTADO DE AUSÊNCIA DE EGO - Paul Brunton

A AÇÃO DO EU SUPERIOR - Paul Brunton