Se quiserdes uma prova de vossa própria divindade, escutai vosso Super-Eu. Escolhei entre as horas uma em que estejais seguramente livre de qualquer distração exterior. Estando a sós, com paciência e muita atenção escutai o que vos dirá a alma. Continuai a meditação diariamente, e um dia, quando menos esperardes, essa prova virá iluminar vossa escuridão.
Com ela virá uma liberdade gloriosa quando vos abrandarem os fardos das teologias ou os ceticismos forjados pelo homem.
Aprendei a por-vos em contato com vosso Super-Eu e nunca mais vos sentireis atraído por essas reuniões fúteis em que os homens levantam a poeira das argumentações teológicas ou o ruído dos debates intelectuais. Nesse caminho resolvereis a sós o problema, de forma definitiva e independente do que diga qualquer livro, seja sagrado ou secular.
A única maneira de entender o que significa exatamente a meditação é praticá-la. Como tudo que tem valor, os resultados da meditação se adquirem com muita lentidão, trabalho e dificuldade. Porém quem a pratica com o espírito requerido pode estar certo de alcançar a meta.
O hábito de dedicar todos os dias alguns minutos para o recolhimento e o repouso mental está ausente hoje na vida dos povos ocidentais. A vida moderna exerce sobre nós uma espécie de hipnose, apoderando-se de nosso espírito como sanguessuga do corpo.
Nosso apático eu consciente aduz toda espécie de desculpas para não iniciar esta prática ou para não continuar, se a iniciou. Nossa personalidade a acha enfadonha, vazia ou demasiado cansativa.
Essa luta inicial para vencer a repugância do cérebro para com o repouso é talvez a mais árdua, mas deve ser travada. Contudo é um hábito de vital importância, cujos benefícios não podem ser demasiado exagerados.
Além das trivialidades da vida diária hé uma existência mais bela e mais luminosa. Por mais que resistamos a esse direito divino sobre nós durante o dia, somos incapazes de resistir ao eu interno durante o sono profundo e sem sonhos. Então somos capturados pela alma; então gozamos repouso em nossa própria natureza, ainda que inconscientemente.
A mente humana está demasiado predisposta a se deixar hipnotizar pelo materialismo que a cerca, e para muita gente a vida espiritual se converteu num mito. É estranho e triste de verificar que, enquanto os cientistas mais eminentes e os intelectos mais perspicazes estão se achegando à interpretação do universo e da vida sob o prisma espiritual, as massas cada vez mais se distanciam e se entregam ao materialismo grosseiro, que as primeiras tentativas torpes da ciência parecem justificar.
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