OS FALSOS MESTRES E O EU SUPERIOR - Paul Brunton
Tanto no Ocidente como no Oriente, muita insensatez perniciosa, eivada de charlatanice, envenenada pelo comercialismo e de fútil superstição, está sendo passada por misticismo e ocultismo.
Quem se atira ao misticismo e ocultismo sem um preparo anterior para adquirir os rudimentos de qualificações metafísicas e morais, expõe-se a possíveis erros e decepções.
Temos muitos exemplos das estranhas formas tomadas pelo misticismo mal interpretado ou cinicamente explorado. Cada uma mais que as outras promete ao homem o que são absolutamente incapazes de lhe fornecer, e às vezes, pior ainda, podem constituir um grave perigo psíquico.
O estudante deverá estar em guarda contra os supostos mestres ou pretensos “novos messias” que, atribuindo-se poderes sobrenaturais, o desviarão do bom caminho. É preferível viajar só que em semelhante companhia.
Os impulsos do Eu Superior o levarão mais seguramente a sua meta. As transformações evolucionárias sobrevindas na vida mental e as transformações kármicas da vida exterior diminuíram muito a necessidade, tão grande outrora, de um instrutor humano. Além disso, é uma tarefa gigantesca encontrar um sábio autêntico neste mundo, embora muitos existam que se reputam como tais.
O Eu Superior é o verdadeiro instrutor no coração dos aspirantes, seu verdadeiro iniciador. É ele que dispensa a graça implorada pelo ego. Todos os esforços no ioga devem banhar-se numa quente devoção para com a realidade interior, porque sem um amor verdadeiro ninguém pode unir-se a ela.
O sucesso final depende, não dos esforços conscientes feitos nesse sentido, mas da reação misteriosa a esses esforços. Os esforços têm seu valor, pois sem eles não haveria reação. Significa que o superconsciente se põe a atuar independente nele num certo estágio, quando o estudante se achará como que tomado pela mão e conduzido ao profundo silêncio que aguarda o limiar do Eu Superior.
É além desse limite que obterá a resposta à pergunta – Quem sou eu?
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