A EVOLUÇÃO DO EGO - Paul Brunton
Impelidos pelo desejo e necessitados de experiência, egos jovens anseiam por atividade. Desapontados em seus desejos ou saciados de experiência, ou interiormente compelidos para a busca da verdade, egos velhos anseiam por descanso. Quantas séries de existências terrenas, quantas ondas de sucessivas encarnações, separam o primeiro grupo do segundo!
Dúzias de novos renascimentos são necessários para lograr a consciência mais profunda e as percepções mais apuradas, que distinguem as pessoas maduras.
É um resultado inevitável na evolução que surja o apego ao lado animal e físico da vida, e que o egoísmo e as más ações apareçam nas relações entre os egos, e que em certos períodos o mal se torne mais ativo que o bem. Uma criatura má é simplesmente uma criatura insuficientemente evoluída.
Atingiu-se agora uma fase em que isto precisa ser detido e a meta suprema precisa ser relembrada – a meta de elevar a consciência do ego à consciência do Eu Supremo. Isto não precisa ser feito em toda sua plenitude; basta a mais simples e elementar recordação, como a que sugere a religião popular.
O ego é como uma criança que deseja permanecer para todo o sempre na fase da infância. Mas a vida não permitirá que isso aconteça. Soou o momento em que ele deverá cruzar o limiar da responsabilidade espiritual adulta. Terá de enfrentar os sérios problemas da existência, o porquê e o para quê da sua presença na Terra.
Ele só poderá continuar palmilhando a atual estrada se pretender destruir a si próprio. Sua evolução neste planeta já atingiu o clímax final de individualização. Hoje, as necessidades da entidade individual são diferentes. A fim de tornar-se homem (para se individualizar) precisou desenvolver o egoísmo. A fim de ultrapassar o homem, terá de submergir o egoísmo.
As forças animais agressivas do ego estão fazendo um esforço desesperado para manter o antigo domínio. Sua própria resistência feroz se reflete na situação internacional.
Por ter a humanidade no passado vivido num círculo vicioso de dominação e consequente sofrimento, esse círculo agora precisa ser rompido. O mal tem sido levado a excessos, que resultam no ateísmo difundido, no egoísmo agressivo e na franca imoralidade, de tal sorte que surgiu o perigo da completa autodestruição.
A pressão das forças evolutivas está sendo exercida sobre o ego pessoal extrovertido e inflado, para que ele abandone a atual posição e retome o caminho do progresso. Não lhe será permitido aprofundar-se ainda mais na treva.

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